terça-feira, 29 de setembro de 2015

Resumo



Tecnologia na escola: Criação de redes de conhecimento



O IBGE aponta 13,3% de analfabetos com 15 anos ou mais e média de 5,7 anos de estudos de 10 ou mais anos de idade. E ainda  tem-se uma preocupação com analfabetos funcionais.
A invasão do mundo digital e a rede de conhecimento vêm para auxiliar as pessoas nas soluções de problemas, compreender e atuar na transformação do contexto e democratização do acesso a informação. A rede de conhecimento é uma construção decorrente das interações do homem com o meio, isso é transitório, pois novos conhecimentos globais vão sendo inseridos, criando elos, descobrindo novos significados relacionados com a realidade.
Aprender é um processo colaborativo, as informações são organizadas e contextualizadas segundo as necessidades e interesses do grupo. Cada individuo é responsável pela própria aprendizagem e corresponsável pelo desenvolvimento do grupo.  Na escola esta rede depende de todos os integrantes e o olhar do professor promove a participação e o compromisso do aluno na investigação e na problematização.
O professor que associa as TIC’s aos métodos ativos de aprendizagem desenvolve a habilidade técnica e o domínio da tecnologia, além de refletir sobre a própria pratica pedagógica e interação que gera autoria e a articulação entre informações e conhecimentos.
Além de redes individuais as TIC’s propiciam em rompimento com as amarras do estoque de informações contidas nas grades de programação de conteúdos e assim auxilia o contingente de analfabetos a desenvolver a capacidade de criar redes de conhecimento e diminuir as diferenças sociais.


Para saber mais...




O vídeo Metamorfose Ambulante ilustra como grande parte dos profissionais da educação se sentem diante da tecnologia e seus efeitos para a sociedade!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

   Compartilhando...

Estamos fazendo leitura do Livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire na disciplina de didática. Muitos Saberes a serem descobertos! 
Mini aula sobre Tecnologia na escola!

Resultado de imagem para teçnologia na esçola

Material disponível no link:


Tecnologias Móveis em Educação: o uso do celular na sala de aula

RESUMO

O uso das tecnologias na educação faz com que, seja necessária, a adequação dos educadores frente a essa realidade, que sempre retrata desafios na escola. Entre essas tecnologias está o celular, que além de ser popular, apresenta várias possibilidades de uso em um contexto pedagógico. Qual a visão dos professores do Ensino Médio em relação ao uso do celular em sala de aula?
Os objetivos da pesquisa analisada são: conhecer a história do celular; apresentar possibilidades do uso do celular como recurso pedagógico para as aulas no Ensino Médio. Foi realizado um estudo de caso, com professores que atuam no Ensino Médio. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário, a análise dos dados é quantitativa e qualitativa. Para o grupo de docentes que participou desta pesquisa o celular pode ser um recurso pedagógico, ainda que proibido pelo Decreto Estadual. Na perspectiva de Saccol, Schlemmer e Barbosa (2011,p.30): “Em boa parte das instituições formais de ensino o uso de telefones celulares é restrito, por uma espécie de convenção social”.
O Estado de São Paulo determinou a proibição do uso do celular pelos alunos das escolas do sistema estadual de ensino durante as aulas, conforme consta no Decreto nº 52.625, de 15 de Janeiro de 2008. Essa prática precisa ser revista se esse dispositivo for usado com fins educacionais.
O educador precisa ter consciência que as escolhas de tecnologias educacionais estão vinculadas à concepção de conhecimento que concebe. Desta forma concordamos com Saccol, Schlemmer e Barbosa (2011, p.31): “... se adotarmos uma concepção epistemológica de que o conhecimento é fruto de construção do indivíduo feita em colaboração com professores e colegas, devemos selecionar tecnologias que permitam interação intensiva entre as pessoas, por exemplo, por meio de ambientes virtuais que disponibilizem fóruns, chats, espaços para compartilhamento de projetos, arquivos de interesse comum”. Os telefones celulares surgiram.
                Para a aluna autora da pesquisa existem várias formas de se utilizar um celular em sala de aula, seja de um celular simples até mais moderno. Um celular simples, por exemplo, que tem como aplicações, a calculadora, o conversor de moeda, de comprimento, de peso, de volume, de área, e de temperatura, tem também a contagem regressiva e o cronômetro. E os mais modernos possuem, além disso, tudo como aplicações, também o tradutor de línguas que bastante conhecido por ser utilizado no Google, mais que em alguns não têm necessidade da internet para o uso, o gravador de voz, a filmadora a câmera, e a internet.
A pesquisa foi feita levando em conta que o acesso a conteúdos multimídias não se limita a um computador pessoal, além de que as tecnologias móveis proporcionam uma nova realidade educacional. Contudo, foi possível observar que para a grande maioria dos docentes participantes da pesquisa, o celular pode ser um recurso pedagógico, desde que aconteça uma organização e um planejamento que colabore para um uso relevante e proveitoso.

BENTO. M & CAVALCANTI.  R. Tecnologias Móveis em Educação: o uso do celular na sala de aula. ECCOM, v. 4, n. 7, jan./jun. 2013

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Tecnologia na escola: criação de redes de conhecimento


Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida


O uso da tecnologia de informação e comunicação – TIC - na escola carrega em si mesmo as contradições da sociedade contemporânea. De um lado, dados do IBGE (1) (1999) apontam 13,3% de analfabetos com idade de 15 ou mais anos, e média de 5,7 anos de estudos para pessoas de 10 ou mais anos de idade. Ressalta-se, ainda, a preocupação com os altos índices de analfabetos funcionais considerados pelo IBGE como as pessoas que não completaram as quatro primeiras séries do Ensino Fundamental. Por outro lado, o mundo digital invade nossa vida e torna-se imperioso inserir-se na sociedade do conhecimento. Como superar essa contradição? Como participar da sociedade do conhecimento e, ao mesmo tempo, ajudar a diminuir esses índices que nos deixam abaixo de diversos países, inclusive os da América Latina?
Inserir-se na sociedade da informação não quer dizer apenas ter acesso à tecnologia de informação e comunicação -TIC, mas principalmente saber utilizar essa tecnologia para a busca e a seleção de informações que permita a cada pessoa resolver os problemas do cotidiano, compreender o mundo e atuar na transformação de seu contexto. Assim, o uso da TIC com vistas à criação de uma rede de conhecimentos favorece a democratização do acesso à informação, a troca de informações e experiências, a compreensão crítica da realidade e o desenvolvimento humano, social,
cultural e educacional. Tudo isso poderá levar à criação de uma sociedade mais justa e igualitária.
Como criar redes de conhecimentos? O que significa aprender quando se trabalha com redes de conhecimentos? Como inserir o uso de redes de conhecimentos na escola? O que cabe ao educador nessa criação?
A metáfora de rede considera o conhecimento como uma construção decorrente das interações do homem com o meio. À medida que o homem interage com o contexto e com os objetos existentes, ele atua sobre esses objetos, retira informações que lhe são significativas, identifica estes objetos e os incorpora à sua rede, transformando o meio e sendo transformado por ele.
O uso da TIC na criação de rede de conhecimentos traz subjacente à provisoriedade e à transitoriedade do conhecimento, cujos conceitos articulados constituem os nós dessa rede, flexível e sempre aberta a novas conexões, as quais favorecem compreender "problemas globais e fundamentais para neles inserir os conhecimentos parciais e locais" (Morin, 2000, p. 14)(2).
Com o uso da TIC e da Internet pode-se navegar livremente pelos hipertextos de forma não-seqüencial, sem uma trajetória predefinida, estabelecer múltiplas conexões, tornar-se mais participativo, comunicativo e criativo, libertar-se da distribuição homogênea de informações e assumir a comunicação multidirecional com vistas a tecer a própria rede de conhecimentos.
As conexões dessa rede surgem sem determinações precisas, incorporam o acaso, a indeterminação, a diversidade, a ambigüidade e a incerteza (Morin,
1996)(3). Trata-se de uma constante abertura a novas interações, ao desafio de apreender a realidade em sua complexidade, em busca de compreender as múltiplas dimensões das situações que são enfrentadas; estabelecer vínculos (ligações) entre essas dimensões, conectá-las com o que já conhece (nós), representá-las, ampliá-las e transformá-las tendo em vista melhorar a qualidade de vida.
Na rede, aprender é descobrir significados, elaborar novas sínteses e criar elos (nós e ligações) entre parte e todo, unidade e diversidade, razão e emoção, individual e global, advindos da investigação sobre dúvidas temporárias, cuja compreensão leva ao levantamento de certezas provisórias, ou a novos questionamentos (Fagundes, 1999)(4) relacionados com a realidade.
O homem apreende a realidade por meio de uma rede de colaboração na qual cada ser ajuda o outro a desenvolver-se, ao mesmo tempo em que também se desenvolve. Todos aprendem juntos e em colaboração. "Ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo" (Freire, 1993, p. 9)(5).
Aprender em um processo colaborativo é planejar; desenvolver ações; receber, selecionar e enviar informações; estabelecer conexões; refletir sobre o processo em desenvolvimento em conjunto com os pares; desenvolver a interaprendizagem, a competência de resolver problemas em grupo e a autonomia em relação à busca e ao fazer por si mesmo (Silva, 2000)(6). As informações são selecionadas, organizadas e contextualizadas segundo as necessidades e interesses momentâneos do grupo, permitindo
estabelecer múltiplas e mútuas relações e recursões, atribuindo-lhes um novo sentido que ultrapassa a compreensão individual.
O grupo que trabalha em colaboração é autor e condutor do processo de interação e criação. Cada membro desse grupo é responsável pela própria aprendizagem e co-responsável pelo desenvolvimento do grupo.
Por meio de interações favorecidas pelas TIC, cada participante do grupo confronta sua unidade de pensamento com a universalidade grupal, navega entre informações para estabelecer ligações com conhecimentos já adquiridos, comunica a forma como pensa, coloca-se aberto para compreender o pensamento do outro e, sobretudo, participa de um processo de construção colaborativo, cujos produtos decorrem da representação hipertextual, comunicação, conexão de idéias no computador, levantamento e teste de hipóteses, reflexões e depurações.
Nessa abordagem, a educação é concebida como um sistema aberto, "com mecanismos de participação e descentralização flexíveis, com regras de controle discutidas pela comunidade e decisões tomadas por grupos interdisciplinares" (Moraes, 1997, p. 68)(7).
Tecer redes de conhecimento na escola significa assumir a ótica da interação e colaboração entre alunos, professores, funcionários, dirigentes, especialistas e comunidade. Nessa perspectiva, o professor trabalha junto com os alunos e os incentiva a colaborarem entre si, o que favorece "uma mudança de atitude em relação à participação e compromisso do aluno e do professor, uma vez que olhar o professor como parceiro idôneo de aprendizagem será mais fácil, porque está mais próximo do tradicional.
Enxergar seus colegas como colaboradores para seu crescimento, isto já significa uma mudança importante e fundamental de mentalidade no processo de aprendizagem" (Masetto, 2000, p. 141)(8).
Assim, as interações entre as pessoas que se envolvem na criação dos nós de suas redes de conhecimento propiciam as trocas individuais e a constituição de grupos que interagem, pesquisam e criam produtos ao mesmo tempo em que se desenvolvem. Cada ser retira do hipertexto as informações que lhe são mais pertinentes, internaliza-as, apropria-se delas e as transforma em uma nova representação hipertextual; ao mesmo tempo em que se transforma, volta a agir no grupo transformado e transformando o grupo.
Redefine-se o papel do professor: "mais do que ensinar, trata-se de fazer aprender (...), concentrando-se na criação, na gestão e na regulação das situações de aprendizagem" (Perrenoud, 2000, p. 139)(9), cuja mediação propicia a aprendizagem significativa aos grupos e a cada aluno. Desta forma, pode-se mobilizar os alunos para a investigação ea problematização, alicerçados no desenvolvimento de projetos, solução de problemas, reflexões individuais e coletivas, nos quais a interação e a colaboração subsidiam a representação hipertextual do conhecimento.
Ensinar é organizar situações de aprendizagem, criando condições que favoreçam a compreensão da complexidade do mundo, do contexto, do grupo, do ser humano e da própria identidade. Diz respeito a levantar ou incentivar a identificação de temas ou problemas de investigação, discutir sua importância, possibilitar a articulação entre diferentes pontos de vista,
reconhecer distintos caminhos a seguir na busca de sua compreensão ou solução, negociar redefinições, incentivar a busca de distintas fontes de informações ou fornecer informações relevantes, favorecer a elaboração de conteúdos e a formalização de conceitos que propiciem a aprendizagem significativa.
Criar ambientes de aprendizagem com a presença das TIC significa utilizá-las para a representação, a articulação entre pensamentos, a realização de ações, o desenvolvimento de reflexões que questionam constantemente as ações e as submetem a uma avaliação contínua.
O professor que associa as TIC aos métodos ativos de aprendizagem desenvolve a habilidade técnica relacionada ao domínio da tecnologia e, sobretudo, articula esse domínio com a prática pedagógica e com as teorias educacionais que o auxiliem a refletir sobre a própria prática e a transformá-la, visando explorar as potencialidades pedagógicas das TIC em relação à aprendizagem e à conseqüente constituição de redes de conhecimentos.
A aprendizagem é um processo de construção do aluno - autor de sua aprendizagem, mas nesse processo o professor, além de criar ambientes que favoreçam a participação, a comunicação, a interação e o confronto de idéias dos alunos, e a livre participação do aluno, assim como a interação que gera a co-autoria e a articulação entre informações e conhecimentos, com vistas a construir novos conhecimentos que levem à compreensão do mundo e à atuação crítica no contexto.
O professor atua como mediador, facilitador, incentivador, desafiador, investigador do conhecimento, da própria prática e da aprendizagem
individual e grupal. Ao mesmo tempo em que exerce sua autoria, o professor coloca-se como parceiro dos alunos, respeita o seu estilo de trabalho, a co-autoria e os caminhos adotados em seu processo evolutivo. Os alunos constroem o conhecimento por meio da exploração, navegação, comunicação, troca, representação, criação/recriação, organização/ reorganização, ligação/religação, transformação e elaboração/reelaboração.
A incorporação da TIC na escola favorece a criação de redes individuais de significados e a constituição de uma comunidade de aprendizagem que cria a sua própria rede virtual de interação e colaboração, caracterizada por avanços e recuos num movimento não-linear de inter-conexões em um espaço complexo, que conduz ao desenvolvimento humano, educacional, social e cultural.
O movimento produzido pelo pensar em redes de conhecimento propicia ultrapassar as paredes da sala de aula e os muros da escola, rompendo com as amarras do estoque de informações contidas nas grades de programação de conteúdo. Desta forma, parcela significativa desse contingente de analfabetos (de fato ou funcionais) poderá desenvolver a capacidade de utilizar a TIC na criação de suas redes de conhecimento, superando um grande obstáculo para a construção de uma sociedade mais justa, ética e humanitária.
Para incorporar a TIC na escola é preciso ousar, vencer desafios, articular saberes, tecer continuamente a rede, criando e desatando novos nós conceituais que se inter-relacionam com a integração de diferentes tecnologias, com a linguagem hipermídia, teorias educacionais,
aprendizagem do aluno, prática do educador e a construção da mudança em sua prática, na escola e na sociedade. Essa mudança torna-se possível ao propiciar ao educador o domínio da TIC e o uso desta para inserir-se no contexto e no mundo; representar, interagir, refletir, compreender e atuar na melhoria de processos e produções, transformando-se e transformando-os.


NOTAS
1. Dados obtidos na Web, em 04.09.2001: http://www.ibge.gov.br.
2. Morin, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2000.
3. Morin, E. Ciência com Consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996.
4. Fagundes, L. C., Sato, L. S. & Maçada, D. L. Aprendizes do futuro: as inovações começaram. Cadernos Informática para a Mudança em educação. MEC/ SEED/ ProInfo, 1999. Disponível na web: http://www.proinfo.mec.gov.br
5. Freire, P. Política e Educação. São Paulo: Cortez, 1993.
6. Silva, M. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2000.
7. Moraes, M. C. O Paradigma Educacional Emergente. Campinas, Papirus, 1997.
8. Masetto, M. T. Mediação pedagógica e o uso da tecnologia. In: Moran, J. M.; Masetto, M. T. & Behrens, M. A Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2000.
9. Perrenoud, P. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
Este texto faz parte da Biblioteca do curso Gestão Escolar e Tecnologias e foi extraído do site http://www.tvebrasil.com.br/salto - Boletim 2001 (acesso em 07/08/2004).
ALMEIDA, M. Tecnologia na Escola: criação de redes de conhecimento. Série “Tecnologia na Escola” - Programa Salto para o Futuro, Novembro, 2001.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Indisciplina escolar

Indisciplina Escolar

Uma das questões mais discutidas no âmbito escolar está ligada à indisciplina, essa constantemente gera muita polêmica, as causas são inúmeras e dificilmente se chega a uma conclusão. 

Nesse sentido, a primeira coisa a se fazer é uma análise no surgimento do problema, ou seja, na origem da questão, e então tentar entender os motivos que levam os indivíduos a comportar de forma indisciplinada. 
Antes de julgar o comportamento de alguns é preciso verificar a realidade da escola, da família, o psicológico, o social, além de muitos outros. 

As manifestações de indisciplina, muitas vezes, podem ser vistas como uma forma de se mostrar para o mundo, mostrar sua existência, em muitos casos o indivíduo tem somente a intenção de ser percebido por alguém, então para muitos alunos indisciplinados a rebeldia é uma forma de expressão.

Um aspecto de grande relevância é a família, problemas de diversas ordens podem acarretar na indisciplina escolar, talvez esse aluno conviva em um lar desestruturado onde os pais não se respeitam e assim reproduzem o que presencia em casa na escola.
Estas atitudes indisciplinadas são debatidas por educadores e por toda a sociedade, onde muitas são as hipóteses citadas para tentar explicar o problema. Sempre que falamos em indisciplina escolar e sua possível causa a família geralmente é a mais citada, por educadores e comunidade em geral. A sociedade atual esta vivendo uma crise de autoridade, sendo que a base esta nas relações familiares, e esse problema esta refletindo diretamente na escola. 

Além disso, problemas psicológicos e sociais atingem diretamente o rendimento escolar, mais precisamente no fenômeno da indisciplina que se tornou, nos últimos anos, um dos principais problemas da educação no Brasil. 


Portanto, a indisciplina escolar é um problema muito complexo, na verdade não existem inocentes nem culpados, não existem fórmulas mágicas e nem receitas prontas, cabendo aos pais e educadores darem as mãos e buscarem juntos soluções, pois somente assim, cada um assumindo suas responsabilidades, poderemos auxiliar essa nova geração a desempenhar seu papel dentro da sociedade. 

Indisciplina na escola

    Nós seres humanos, sempre que estamos insatisfeitos com algo temos pode tendência reclamar, ou seja, sempre que alguma coisa não acontece como esperamos ou queremos batemos de frente querendo os nossos “direitos”. Além disso, que vivemos numa busca constante de fugir do tédio, queremos estar a todo o momento distraído e quando sentimos que “não tem nada para fazer” é quase o fim. No ambiente escolar isso não é diferente, a escola se encontra num sistema ultrapassado e muita vezes desassociada da sociedade em que se vive; o que faz dela ser um ambiente pouco atrativo. No geral nossas escolas e o que se faz lá, não são interessantes.

      Esses e outros pontos, incluindo conceitos e hábitos da própria sociedade faz com que o individuo não sinta prazer em ir para a escola e como é obrigado a estar em uma age de tal forma a reclamar que aquilo não está legal e consequentemente procura se distrair com algo que lhe interesse. Tal comportamento classifica um aluno como indisciplinado. A indisciplina vem a ser o desconhecimento ou não cumprimento de regras de uma determinada instituição, o que é uma questão difícil de discutir, principalmente pelas raízes da causa e visões errôneas a seu respeito. Enfim, acredito que a não disciplina é fruto do sistema escolar desinteressante que temos e também fruto de uma educação falha dos pais e/ou sociedade na qual estamos inseridos. Uma maneira de combatê-la seria primeiramente compreender esse fenômeno, que é um problema de responsabilidade social.
  Por Amanda Almeida