segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Indisciplina na sala de aula


     Para grande parte dos alunos, a escola parece se mostrar distante dos seus interesses e necessidades. O cotidiano escolar é relatado como sendo enfadonho. Os alunos parecem dizer que os professores pouco acrescentam a sua formação. A escola é percebida como obrigação necessária e a  indisciplina se torna
uma  constante na sala de aula.
     Ao buscar compreender essa realidade, um primeiro passo é constatar que a relação do aluno com a escola não se explica em si mesma: o "problema" não se reduz nem apenas aos alunos nem apenas à escola e aos professores. É fundamental superar a nossa tendência em achar o "culpado" de um relacionamento problemático. Por isso nós, profissionais da educação, precisamos nos conscientizar dos desafios a serem enfrentados no cotiano escolar e buscar conhecer para compreender.

Por Flávia Almeida.
   

domingo, 30 de agosto de 2015

Breve resumo do texto estudado: Tendências Pedagógicas e a Relação Ensino/Aprendizagem

Fernando Becker

Podemos afirmar que existem três diferentes formas de representar a relação ensino/aprendizagem escolar ou, mais especificamente, a sala de aula: Pedagogia diretiva, pedagogia não-diretiva e pedagogia relacional.
Na pedagogia diretiva, um professor observa seus alunos entrarem na sala, aguardando que se sentem e fiquem quietos. As carteiras estão devidamente enfileiradas e suficientemente afastadas umas das outras para evitar que os alunos troquem conversas. Se o silêncio e a quietude não se fizerem logo, o professor gritará para um aluno, até que a palavra seja monopólio seu. Quando isto acontecer, ele começará a dar a aula. E nesta aula o professor fala e o aluno escuta, o professor dita e o aluno copia, o professor decide o que fazer e o aluno executa, além disso, o professor ensina e o aluno aprende. Uma justificativa para tal atitude do professor que age sim é porque ele acredita do mito da transmissão do conhecimento.
Segundo a epistemologia que subjaz à prática desse professor, o indivíduo, ao nascer, nada tem em termos de conhecimento: é uma folha de papel em branco; é tabula rasa. É assim o sujeito na visão epistemológica desse professor: uma folha em branco. Então, de onde vem o seu conhecimento (conteúdo) e a sua capacidade de conhecer (estrutura)? Vem do meio físico e/ou social. O aluno não só é considerado uma tábula rasa quando nasceu, mas frente a cada novo conteúdo estocado na sua grade curricular. Nessa concepção é o professor que determina o aluno. Sendo assim, o ensino e aprendizagem são polos dicotômicos: o professor jamais aprenderá e o aluno jamais ensinará.
Na pedagogia não-diretiva, O professor acredita que o aluno  aprende por si mesmo. Ele pode, no máximo, auxiliar a aprendizagem do aluno, despertando o conhecimento que já existe nele. -Ensinar?  -Nem pensar! O professor, imbuído de uma epistemologia apriorista - inconsciente, na maioria das vezes - renuncia àquilo que seria a característica fundamental da ação docente: a intervenção no  processo  de  aprendizagem  do  aluno.
Nesta  relação,  o  polo  do  ensino  é  desautorizado  e  o da  aprendizagem  é  tornado absoluto. A relação vai perdendo sua fecundidade na exata medida em que se absolutiza um os  polos.  Em  outras  palavras,  a  relação  torna-se  impossível  na  medida  mesma  em  que retende  avançar.  Ensino  e  aprendizagem  não  conseguem  fecundar-se  mutuamente:  a aprendizagem  por  julgar-se  autossuficiente  e  o  ensino  por  ser  proibido  de  interferir.  O resultado é um processo que caminha inevitavelmente para o fracasso, com prejuízo imposto a ambos os polos. O professor é despojado de sua função, “sucateado”. O aluno guindado a um status que ele não tem e sua não aprendizagem explicada como “déficit herdado”; impossível, portanto, de ser superado.
Na pedagogia relacional, O professor não acredita no ensino em seu sentido convencional ou tradicional, pois não acredita que um conhecimento e uma condição prévia de conhecimento possam transitar, por força do ensino, da cabeça do professor para a cabeça do aluno. Não acredita na tese de que a mente do aluno é  tabula  rasa,  isto  é,  que  o  aluno,  frente  a  um  conhecimento  novo,  seja  totalmente ignorante e tenha que aprender tudo da estaca zero. Ele acredita que tudo o que o aluno construiu até hoje em sua vida serve de patamar para continuar a construir e que alguma porta abrir-se-á para o novo conhecimento - é só questão de descobri-la: ele descobre isto por construção.

Síntese da discussão em sala de aula

            Foi possível notar durante as discussões em sala de aula uma espécie de favorecimento da postura relacional, muito dos grupos definiram esta como o “ideal” de uma boa prática de ensino, entretanto, ao longo da discussão, foi possível notar que não é possível adotar uma postura fixa.
            Notamos então que na realidade a postura adotada sofre de um hibridismo, por exemplo, um professor pode ter uma aula expositiva com certas características construtivistas, essa aula pode ser ótima, atraente para os alunos.
            Foi citado a questão do cumprimento do currículo, e como determinadas práticas acabam não se tornando viáveis por falta de tempo, vem então novamente a necessidade desse professor utilizar de tendências hibridas, ele deve alocar certas atividades  atípicas em espaços que possivelmente não são facilmente adquiridos, necessita de uma boa administração do tempo, nota-se então mais uma qualidade do professor, a característica de cumprir o currículo e acrescentar coisas novas com um espaço limitado, sugestionaremos então os adjetivos “pragmático” e “versátil”.


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Respondendo a pergunta do Blog “Saberes em Didática”

Como você usaria a pedagogia relacional em sua área do conhecimento?

            Vamos responder a pergunta considerando a área Ciências da Natureza. Com o proposito de usar a pedagogia relacional na sala de aula, começaríamos instigando os alunos para que eles buscassem no dia a dia, fatos que envolvessem o assunto abordado fazendo com que eles percebam que já possuem algum conhecimento acerca dele. A partir disso poderíamos proceder partindo do que eles já sabem em busca de reconstruir conceitos, agindo de maneira tal que os alunos construam o próprio conhecimento. Neste exercício, nos caberia enquanto professores observar, problematizar, questionar, informar, orientar, propor, ensinar e aprender.
 Um professor deve partir do concreto ao abstrato, pois só assim a aula será significativa para o aluno. E associando um conteúdo a realidade ele permite que haja conexão entre escola e a vida.
Grande parte dos alunos se formam no ciclo básico sem conhecer direito o método científico ou sem trabalhá-lo, então qual é a visão que eles têm da ciência se não entendem como ela se desenvolve? Para de fato ser construtivista lecionando conteúdos de ciências é necessário que o professor auxilie os alunos a desenvolverem o caráter da pesquisa e da reflexão sobre os fenômenos, é necessário trabalhar com o método científico nas práticas docentes.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

ESQUEMA EXPLICATIVO DO TEXTO "A CONSTRUÇÃO DA DIDÁTICA NUMA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CRÍTICA DE EDUCAÇÃO- ESTUDO INTRODUTÓRIO"

 

 Por Fernando Campos



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Esquema Explicativo

 A CONSTRUÇÃO DA DIDÁTICA NUMA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CRÍTICA DE EDUCAÇÃO- ESTUDO INTRODUTÓRIO




Por Amanda Almeida

Esquema Explicativo criado a partir da leitura do texto citado acima  na disciplina de Didática.